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Ex-apresentadora da MTV desabafa sobre depressão: "Pedi para morrer"

08 de Junho de 2018 às 10:46 Caras Digital
Cuca Lazzarotto (Manuela Scarpa/Photo Rio News)

Quem cresceu nos anos 90 assistindo MTV deve se lembrar de Cuca Lazzarotto, VJ que comandava o programa Disk nos primórdios da emissora. Nesta quarta-feira, 6, a apresentadora se reencontrou com o seu antigo colega Edgar Picolli e falou sobre a luta que travou contra a depressão, em entrevista para a rádio Jovem Pan.

Ela relembrou a trajetória árdua que traçou nos últimos anos. "Eu estava em período de muito trabalho em 2014, muito cansada. Trabalhava sete dias por semana. Não parava. Até que percebi que estava absolutamente esgotada. Tinha dor no corpo inteiro. Vivia tomando anti-inflamatório e analgésico para conseguir dar conta. Estava cansada, exausta, sem energia para viver, falar ou estar com ninguém", relembrou ela, que foi procurar ajuda na época. "Procurei uma grande amiga que é psicóloga. Ela me disse que eu não estava legal e precisava me tratar", afirmou.

"Comecei terapia. Estava indo bem, tentando melhorar. Aí minha mãe morreu. Eu divido as pessoas em quem conhece essa dor e quem não conhece. Piorei muito. Estava há um ano na terapia e minha psicóloga disse que eu não ia conseguir", desabafou a jornalista. "Ela via que eu fazia uma força imensa, tinha fé, era sensível, mas não conseguia. Disse que meu diagnóstico era de depressão crônica. De longa data, desde a infância", confidenciou.

Cuca, que estava passando por problemas profissionais, revelou que a situação se agravou após uma discussão com o marido. "Naquela noite eu joguei a toalha. Conversei com Deus e disse a ele que não queria mais. Deu para mim. Não vou fingir que consigo porque não consigo", disse ela, que emocionalmente chegou no fundo do poço. "Não pensei em tirar minha vida porque acredito que não tenho esse direito. Mas pedi para morrer. Pedi mesmo", rememorou.

A apresentadora, então, buscou continuar se tratando psicologicamente e passou a tomar medicamentos. "Quando disseram que eu precisava de remédio, a sensação da descoberta da doença teve dois lados. Um horrível de 'eu sou doente'. Outro de 'que bom, isso tem explicação'. Eu não era louca, chata, fraca, burra, ou outras coisas que ouvi e senti a vida toda. Puxa, que alívio", relembrou Cuca, que hoje revela ter melhorado muito."Resolvi abraçar a causa. Esse problema é muito grave mundialmente. As pessoas ainda não respeitam, não reconhecem. Eu demorei tempo demais para assumir que estava doente", contou.

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