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UM ELEFANTE BRANCO? " Aqui, os times são medíocres e o público se resume a algumas testemunhas"...
Postado em 04/04/2010 por André Michells
Um estudo apresentado na semana passada durante o Fórum Social Urbano (FSU), no Rio de Janeiro, acendeu a polêmica: passado o Mundial de 2014, qual o destino das arenas esportivas construídas ou reformadas nas cidades-sede? Para o geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade Federal Fluminense (UFF), autor do documento, vários estádios poderão se tornar "elefantes brancos". Segundo ele, em muitos estados os times locais não conseguem atrair grande número de torcedores. Para que a bilheteria cobrisse os gastos previstos com as reformas, a média de público teria de ter quadruplicada em relação à atual e os preços deveriam subir de R$ 20 a R$ 30 para R$ 45 a R$ 60. A teoria serve de alerta para Cuiabá. Aqui, os times são medíocres, o público se resume a algumas testemunhas, vamos assim dizer, e a administração do futebol é uma ditadura que já dura décadas. E então, o que fazer com o Verdão, Centros de Treinamento, hoteis, restaurantes e várias outras obras prometidas, depois da Copa? O momento é de deslumbre total com o evento, mas mesmo antes de começarem as obras, é bom o governo do estado e a prefeitura de Cuiabá começarem a planejar o pós Copa, ou teremos na cidade, dezenas de "elefantes brancos", que de redenção, passariam a ser um pesadelo para os habitantes da cidade.
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A DURA MISSÃO DE LOCATELLI: ele quer acabar com a fama de setor de maus empresários
Postado em 25/03/2010 por André Michells
O empresário Aldo Locatelli, presidente eleito do SindiPetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso) disse que vai assumir o mandato com o objetivo de defender a categoria e combater o que classifica de "injustiças e distorções" em relação ao setor. Locatelli afirma que quer acabar com a história de que só existem maus empresários na área. "Quero respeito e não vou tolerar que continuem tentando denegrir a nossa imagem; eu diria que 99% é gente honesta e trabalhadora", O empresário garante que vai acabar com a banda podre da categoria, o que chamou de "maus elementos do setor". Trata-se de uma missão no mínimo inglória para o futuro presidente. A população não vê com "bons olhos" os empresários donos de postos, que por sua vez costumam se lixar para o consumidor que paga caro por combustíveis de má qualidade e, muitas vezes, adulterados. O 1% de maus elementos, se é que representam só isso mesmo, faz muito estrago na imagem da categoria, principalmente na Baixada Cuiabana. Os serviços também precisam ser melhorados. Hoje o que vemos são frentistas despreparados que, sequer, olham itens de manutenção periódica quando abastecem os carros. Antigamente, a primeira coisa que o frentista fazia era pedir para o motorista abrir o capô, antes mesmo de abastecer. Agora, só mesmo implorando pro cara dar uma olhadinha e, ainda assim, desconfiando. Locatelli, boa sorte.
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O TESÃO PELO CARRO. Somente em Cuiabá, são 2,5 mil a mais todos os meses, ou seja, 30 mil por ...
Postado em 17/03/2010 por André Michells
Que brasileiro é louco por carro, todo mundo sabe. Que brasileiro é motorista mal educado todo mundo sabe também. Triste isso, mas nossas ruas continuam a se abarrotar cada vez mais com essas máquinas maravilhosas e seus donos não tão maravilhosos assim. O carro é um meio de transporte eficiente, não se discute, mas porque privilegiou-se tanto o transporte individual em detrimento do coletivo, se todos os estudos compravam ser este o mais eficiente e democrático meio? Não se enganem, as coisas so tendem a piorar no trânsito, mesmo com todas as leis, campanhas e sinalização. A questão é que, as cidades, hoje, já não comportam mais tantos carros novos nas ruas a cada dia. Somente em Cuiabá, são 2,5 mil a mais todos os meses, ou seja, cerca de 30 mil carros novos estarão circulando na Capital até o final deste ano. Em São Paulo, por exemplo, são 800 a mais por dia. Já parou pra pensar? Mas o que mais me espanta é ver, a cada dia, mais e mais pessoas realizando o sonho de ter um carro. Sim, sem entrada, com juros, e claro prestações de até 80 meses. O sujeito paga o carro tres vezes e, quando acaba de pagar, o carro também já acabou e não vale mais nada. Isso é loucura! Por que o governo, ao invés de financiar o consumo bestial de automóveis, não financia de forma mais barata e sem burocracia, a compra de imóveis para morar (não para especular) e a abertura de novas empresas para gerar mais emprego e renda? Aqui, para abrir uma empresa, só com papelada leva-se 3 meses. Nos EUA, não passa de 3 dias. Com o peso da carga tributária, fica impossível as pequenas e médias trabalharem sem sonegar. Isso sem contar o trabalhador, que é surrupiado em 30% do seu salário todos os meses. Porque não se facilita esse lado da economia, em vez de se privilegiar grandes montadoras e o consumo maluco de carros, num país onde os motoristas, pedestres e motociclistas são mal educados, as leis possuem brechas e não funcionam, e o trânsito mata 40 mil pessoas por ano? Já passou da hora de revermos nossos conceitos de qualidade de vida.
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MERCADORES DA FÉ
Postado em 12/03/2010 por André Michells
E os pastores da Igreja Mundial do Poder do Valdemiro Santiago voltam a atacar.Depois do martelinho mágico da justiça e da rosa branca com óleo de azeite para salvar casamentos, agora estão pedindo uma oferta "simbólica" de R$100,00, por um cajado de plástico, com cerca de 10cm. Um pastor de SP, intitulado bispo Jean, na TV. chegou ao cúmulo de dizer "isso não é nada, você estará recebendo com esse cajado, o poder divino". O pastor conclamou as pessoas dizendo que quer no mínimo um milhão comprando o cajado, ou seja querem arrecadar com isso, R$ 100 milhões. Eles argumentam que é para manter a "obra", ou seja os custos da televisão. No auge do delírio, o sujeito diz: "Você vai tomar posse do cajado e de sua vida e todos os caminhos vão se abrir", mostrando uma central de atendimento onde várias telefonistas estão atendendo. Segundo o falastão, quem adquirisse o material seria abençoado e dotado dos mesmos poderes que Moisés tinha para comandar seu povo. O desespero dos pastores é patente, pois estariam na iminência de perder o emprego. O bispo Jean, descontrolado, aos gritos deu inúmeras broncas nos cinegrafistas e nas atendentes. Onde está o Ministério Público ou seja lá quem for que fiscaliza esse tipo de coisa? O que os pastores fazem nada mais é do que intimidar as pessoas aos berros e mostrando gente supostamente desenganada pelos médicos serem "curadas" pelas mãos dos profetas gritalhões. Pobres dos incautos que, carentes de proteção do Estado, seguem esse tipo de gente.
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